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arte de rafael gentile
Escrito por arrudA às 10:55:57 AM
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diva dos meus devaneios me inunda de dúvidas e anseios me parte ao meio
ai de mim nesse
ínterim
Escrito por arrudA às 7:34:50 AM
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bate um vento
e você some me deixa assim ao léu alone solidão sem cicerone bate um vento e você some me deixa assim sem paz sem pólen no coração desse ciclone beijos de ar e aquela fome
Escrito por arrudA às 8:09:40 AM
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sobre linhas imaginárias sobre nuvens e navalhas essa nuance extenuante
e necessária
Escrito por arrudA às 1:50:54 AM
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lusco-fusco a muito custo ajusto o foco isto posto a cada passo me apuro para o próximo
Escrito por arrudA às 2:43:16 AM
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nos corredores estreitos no vazio dos palácios nos dias de chuva nas melodias do estácio cometas cruzando a solidão do espaço cada um no seu tempo os mesmos
aminoácidos
Escrito por arrudA às 3:19:30 AM
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repare nas pedras nas formas distintas na existência discreta repare nas pedras se riem por dentro e guardam segredos se dormem pra sempre e sonham com pétalas repare nos tipos mármores granitos parideiras e arenitos repare nos ritos no brilho dos brincos na fé dos famintos gangorras garimpos repare nas pedras perenes porosas e outras ardósias comuns como nós porém preciosas repare nas pedras escutam caladas antigas pegadas repare nas pedras o pó das palavras repare nas pedras nos telhados de vidro de asas abertas nas mãos
do poeta
Escrito por arrudA às 1:32:50 AM
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o que te move é o que te falta o que não mais te espanta é o que te mata o que te assusta é o que te alcança o que te impede de entrar na dança o que te espera é outra estória o que tem pressa é o que te cansa o que não tem resposta a gente
canta
Escrito por arrudA às 2:32:39 PM
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raios ruídos relâmpagos chovia a cântaros em algum canto
de nós
Escrito por arrudA às 4:28:54 AM
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paredes não são para sempre
por mais espessas por mais solenes paredes não são perenes por mais concretas apesar das promessas paredes não são para sempre paredes para segurar a rede para separar às vezes para derrubar
paredes
Escrito por arrudA às 12:10:00 AM
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apenas dúvida e vertigem alguém singular de todos nós pergunta se há saída sem asas ou ao menos alívio ali no mesmo instante em outro tempo etéreo primatas em volta do fogo inventam a palavra uma ponte muito antes de cristo
o homem já sonhava
Escrito por arrudA às 3:27:14 AM
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enquanto isso no trópicos amores platônicos e outros psicotrópicos com gosto de lágrima e efeitos ópticos enquanto isso nos trópicos tipos comuns e outros tipos exóticos em busca de algum aquela cara metade saudade de sentir saudade enquanto isso você pensa que é noite enquanto o sol ainda
arde
Escrito por arrudA às 7:51:31 AM
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para André Carneiro do estado de sonora ao deserto do arizona corpos celestes e suados
prótons e neutrons amplificados carneiros brincam de nuvens
e as formigas tão
prag mát icas sweet life olhos de satélite inauguram alguma jovem galáxia
do deserto do arizona ao estado
de sonora
Llegamos ahora
Escrito por arrudA às 10:01:14 AM
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um canto de proa partida madeira de lei mar além uma dança uma dor à deriva oferenda de sal e saliva uma voz de mulher água viva uma dúzia de rosas
vermelhas ao mar
Escrito por arrudA às 12:58:27 AM
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à parte toda essa apatia à parte em toda parte essa tal de tecnologia à parte esse desgaste natural de ambas as partes nem sempre tão igual à parte um e outro desastre falhas desumanas e outras traquitanas placas tectônicas panes eletrônicas
à parte essa barbárie à parte esse disparate que tanto nos assombra que tanto nos reparte à parte essa blindagem essa redoma à parte essa parte que não soma à parte essa dor de quem parte esse parto meu pai à parte esse aparato do que se trata esse barato flor de fino trato de fato tão real
Escrito por arrudA às 3:31:48 AM
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