-- arrudA ----[Do lat. ruta, pelo ár. ar-ruTâ.]


 

se eu soubesse como

distrair esse outono

enfeitaria seu sono

de crisântemos

e outros nomes

perfumados

seu eu soubesse como

abrir as janelas

do abandono

pra ver saturno

em seu retorno

da carne ao carbono

se eu soubesse como

deixaria essa dor

 

sem dono

 

 



Escrito por arrudA às 4:07:34 AM
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diz que o amor não morde

e mostra os dentes

pinta o apocalipse

de cor-de-rosa

e quase contente

diz que entende

esse the end

de um jeito

diferente

diz amém mas não mente

conta que aprendeu

tudo com o pai

e isso cai tão bem

para uma mulher

essa mulher

diz que o amor

não morde

e ainda

morde

 

a língua

 

 

 



Escrito por arrudA às 3:36:19 AM
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 arte: Gabriel Marcondes/poema de arrudA



Escrito por arrudA às 9:44:58 AM
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tatear o tempo

descrever

o invisível

tatuar no ar

uma canção

tecer a linha

imaginária

que mesmo frágil

nos ampara

imaginar

a jóia rara

num pedaço

 

de carvão

 

 



Escrito por arrudA às 5:00:26 AM
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